Giselle & Conrado
[ 09.10.2015 ]

Cerimônia Religiosa

Poderíamos falar vários motivos pelo qual escolhemos o budismo para celebrar nosso casamento, para muitos seria difícil a compreensão, para outros de fácil compreensão, já para nós é obvio que precisamos realizar nosso casamento na fé budista utilizando de toda força do NAM-MYOHO-RENGUE-KYO. Decidi pegar algumas palavras de nosso presidente Daisaku Ikeda para explicar um pouco sobre o casamento para nossos amigos:

“O Nam-myoho-rengue-kyoincorpora o nome e a vida de Nitiren Daishonin. Aquele que recita o Daimoku consegue evidenciar o estado de vida do buda Nitiren Daishonin dentro de sua própria vida. Certamente haverá de atingir o estado de Buda. Não existem budas que ficam sofrendo eternamente na pobreza. Também não existem budas cruéis ou malvados, como não existem budas fracos ou derrotados na vida. Buda é um outro nome para uma pessoa que está determinada a vencer não importa o que aconteça”. Daisaku Ikeda

“O Nam-myoho-rengue-kyo é a Lei eterna e imutável, e por isso não há necessidade de traduzi-lo para que os estrangeiros possam recitá-lo. Não há problema em traduzir as escrituras para o alemão ou para o inglês a fim de interpretar o significado do Nam-myoho-rengue-kyo, mas o Daimoku a ser recitado é Nam-myoho-rengue-kyo em qualquer lugar. O Daimoku é a língua universal que nos liga diretamente ao Buda”

“O Nam-myoho-rengue-kyo é o som do grandioso ritmo do universo, a fonte propulsora de toda a atividade universal, e também o coração e a essência do universo. A Lei Mística é a fonte de todas as mudanças. É por isso que quando recitamos a Lei Mística — o Nam-myoho-rengue-kyo — conseguimos ativar as forças do universo para nos apoiar. O ritmo do Nam-myoho-rengue-kyo foi denominado como o ritmo do próprio universo”

As pessoas praticam o Budismo pelo desejo de transformar os problemas. Existem questões como um filho que se recusa a ir à escola; conflitos conjugais; um membro da família que adoece. Tudo isso existe para que se possa progredir.

Num casamento, por exemplo, há conflitos e questões que precisam ser ajustadas ao longo do tempo. Porém, há quem diga que 99% dos casamentos não seja bem-sucedido, em virtude dos problemas do cotidiano. Sobre isso, o presidente Ikeda explica: 
“De fato, muitas famílias que aparentam estar bem têm na verdade inúmeros problemas. O ensaísta francês Montaigne disse: ‘Não há menos tormento na administração de uma família do que de um Estado inteiro`. Ter energia para discutir é sinal de boa saúde! Quando, num relacionamento, duas pessoas têm a mesma condição de vida, é natural que entrem em conflito de vez em quando”. (BS, edição no 1.569, 26 de agosto de 2000, p. A3).

Ikeda continua: 

“Porém, se um lado começar a achar que o outro é infantil e não sabe nada, ambos terão provavelmente sérios confrontos, pois seu estado de vida é muito diferente. Seria maravilhoso se vivêssemos com alegria, desfrutando a vida a tal ponto de considerar os resmungos de nosso parceiro como sinal de boa saúde e prova de que ainda está ativo. Quando desenvolvemos um AMPLO ESTADO DE VIDA, até mesmo o som desagradável de uma crítica soa como o doce canto de um pássaro” (Ibidem).

“O que importa é o amor, a benevolência. Compreendendo isso, tudo que temos a fazer é recitar oDaimoku visando a um supremo objetivo e empenharmo-nos pela verdadeira felicidade“ (Ibidem).

Uma vez que nos tornamos uma família devido a uma profunda ligação, devemos nos ajudar uns aos outros a sermos felizes como bons amigos. Uma família cujos integrantes compartilham o supremo ideal do Kossen-rufu (paz mundial) e que se apoiam mutuamente, ajudando-se e dando condições para que seus integrantes cresçam, é uma família criativa e que progride. Não estou falando de um lar repulsivo e fechado para o mundo exterior como se fosse um castelo, mas sim um lar aberto que contribui para a comunidade e a sociedade, objetivando alcançar esses nobres ideais. Não é um castelo fortificado, mas mais parece um avião voando bem alto” (Ibidem).

“Se nós mesmos nos tornarmos um sol, não haverá escuridão no mundo. Se houver uma única pessoa em casa que seja como o sol, toda a família será iluminada.” (Ibidem).